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Tipo: Post

Categorias: eletrônica, experimentos, fotografia

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Nossos olhos capturam luz para transforma-la em imagem. A luz é uma onda que existe em diversos comprimentos e nós conseguimos enxergar apenas uma faixa dessas ondas que chamamos de espectro visível da luz. A Wikipedia explica bem essa história nesse link https://pt.wikipedia.org/wiki/Espectro_vis%C3%ADvel.

Câmeras digitais de uso comum geralmente possuem sensores que conseguem enxergar um espectro de luz maior que o nosso, e pra que se aproximem do que esperamos em relação a cores é necessário utilizar um filtro na frente do sensor que remova desse espectro o que não conseguimos enxergar.

Geralmente esse filtro corta o que chega de luz infravermelha no sensor e um dos processos mais comum de fazerem é remover esse filtro pra permitir que a câmera veja o espectro completo e ao fazer isso acontece uma distorção nas cores capturadas pelo sensor que não estava programado para receber esse espectro de luz.

Normalmente o efeito cromático obtido em locais com alta incidência de luz infravermelha é ver toda a imagem sendo lavada por um rosa magenta, principalmente os objetos verdes que refletem uma grande quantidade de luz infravermelha e se tornam em sua maioria rosados.

Exemplo de uma foto sem filtro infravermelho, as folhas verde ficam bem rosadas e toda a imagem tem esse leve banho de rosa. Você pode ver mais fotos que fiz a seguir ou nesse link: https://guilhermevieira.info/fotografias/8823/.

Peguei uma Sony Cybershot DSC-W610 – tem doido vendendo ela por R$1000 Mercado Livre – que tinha aqui parada aqui faz um tempo pra tentar pela primeira vez fazer essa conversão, onde você basicamente desmonta a câmera até chegar no sensor e tira o filtro da frente do sensor como mostrado nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=frtQxryDTo8.

O processo é simples e não exige nenhuma ferramenta especial se você não der o azar que eu de chegar em um filtro infravermelho colado no sensor, nesse caso você tem 3 opções: 1. usar um soprador térmico para amolecer a cola e soltar o filtro; 2. Utilizar um estilete ou bisturi super afiado e raspar a lateral da cola até conseguir passar a ferramenta por baixo do filtro; 3. Destruir o filtro.

Bem como eu não tinha a ferramenta pra seguir o caminho 1, o 2 não estava dando certo e eu parti pro 3 e destruí o filtro com um alicate pois não pretendia voltar essa câmera ao normal, porém infelizmente nesse processo eu sem querer raspei a pinça que usava no sensor e danifiquei uma parte dele. Numa tentativa que deu totalmente errado de limpar o sensor eu esfreguei um cotonete pensando que ia remover as poeiras que caíram em cima do sensor, porém o único efeito que eu tive foi de riscar todo ele.

Esse é o sensor fora da câmera com o filtro infravermelho antes de eu remover ele e riscar todo o sensor.

Dava pra ver o estrago no sensor a olho nu, então já tinha considerado a câmera como falecida, porém ao terminar de fechar ela e ligar, ela deu sinal de vida. O sensor ficou com um lascado bem marcado no meio e vários riscos por toda a superfície.

Uma foto contra luz para ver o estrago que fiz no sensor da tadinha :(

Mesmo com o sensor estragado, levei a câmera pra passear e tirando a mancha central o resultado ficou muito massa. É meio doido ver a quantidade de luz infravermelha que o sol emite.

Apesar de não ter sido 100% sucesso fazer essa modificação foi bem legal e modificar lentes e equipamentos era algo que eu sempre testei no universo analógico e nunca tinha me dado a chance de experimentar no digital. Talvez eu tente esse modificação em outra câmera tomando mais cuidado.

Se você quiser ver mais fotos, é possível na nova sessão deste site neste link: https://guilhermevieira.info/fotografias/8823/.

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