Parte do processo

Ostentação

Shaun Ross

 

Com base em um retrato do modelo Shaun Ross

Meu Blog através de dados

Infográfico feito a partir do banco de dados do meu blog.

A ideia inicial era usar apenas ferramentas livres, mas acabou faltando o InkScape para finalização.

O banco de dados foi analisado e organizado usando o OpenCalc, o infográfico gerado no Nodebox e finalizado no Illustrator para acrescentar a legenda e outras informações.

 

 

Esse ano redescobri o programa Nodebox. Havia já brincado com ele em outros momentos, mas que ainda era baseada em programação via código. A versão mais atual traz o conceito de programação por blocos ou nós que é bem mais amigável a quem quer se aproximar das artes geradas em computador.

Mandalinha

A textura declara a matéria.

SERES

 

Incisão

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Há sombra?

Desde que assumi uma posição de artista/designer/ilustrador a um tempo atrás tenho tido diversas oportunidades de trabalho em grupo em vários âmbitos, coletivos, cursos (faculdade, técnico, e etc) e amigos. E dentro dessa experiência o que vejo como grande barreira ao trabalho é como objetivos, limites e maturidades diferentes são fatores complexos de lidar.

O princípio da vida é simples, todos temos coisas pra fazer e todos amamos mais as coisas que a sociedade não nos obriga a fazer (eu, apesar de ter meu trabalho, principalmente o pessoal como algo que amo fazer, amo muito as outras coisas da vida também). E isso cabe a todas as pessoas. E é nesse ponto que a barreira dos objetivos, limites e maturidade cria seus ruídos.

A conta pra mim que nunca bate nesse processo é o quanto a falta de empatia é assustadora. Na metáfora da ilustração desse post, há sombra por que alguém a sustenta e essa pessoa a sustenta por um custo. Foi uma opção da pessoa, sustenta-la? Sim, mas será que a mesma sombra não poderia existir de outra forma? No fim, se a sustentação ir embora, existe possibilidade de segurar a montanha a tempo dela cair?

Acho que ser honesto com seus objetivos, limites e maturidade ajuda a tocar de forma projetos de maneira mais saudável. Não gosto da máxima “saia da zona de conforto” pois não acho o conforto um crime ou algo errado, mas o quanto custa seu conforto é uma questão que devemos fazer se o queremos de maneira empática.

Encontrar pessoas com o mesmo objetivo (e não os coloco em escala de importância, não existe objetivo maior ou menor) é facilitar processos e eliminar ruídos.

Por mais “brega” que seja dizer, o trabalho com empatia cria boas relações, mais duradouras, saudáveis e produtivas.

Analógico Digital

Entrei na faculdade em 2011 e desde de lá ando pensando muito sobre questões do ensino — de certa forma sempre influenciado pelos meus pais professores — e uma delas que me incomoda bastante é o a relutância do mundo digital pela academia.

A maioria dos projetos são validados pelas quantidades de livros que se usam de referência e não pela qualidade real do texto e do pensamento crítico envolvido, aliás esse pensamento crítico quase nunca é solicitado, sendo mais interessantes citações e redundâncias de dizeres do que construções de propostas.

A academia deveria ser a maior interessada no uso da internet como uma ferramenta  disseminação de conhecimento. Vejo a academia como propulsora do conhecimento e a internet é um veículo rápido para isso. Boicotes a iniciativas como a Wikipédia é uma insistência em metodologias ultrapassadas de lidar com o conhecimento. Vivemos em uma sociedade intelectual em que o hipertexto é um processo intrisico e natural.

E a relutância ao mundo digital segue em diversos níveis, em uma recente experiência foi proposto em uma aula de fotografia a construção de um “Diário de Imagens” com o objetivo de fortalecer a memória do aluno na compreensão de técnicas e formas de composição em fotografia através da catalogação de imagens. Um trabalho perfeito para ser feito em ambiente digital através de pesquisas no Google, Flickr, Pinterest, 500px e para catalogação até mesmo dentro dessas próprias ferramentas. Mas eis que surge a limitação um tanto quanto problemática. A catalogação deveria ser feita unicamente através do recorte de imagens em revistas, ou seja o aluno terá que percorrer um número alto de revistas vendo uma série de conteúdos que não dizem respeito ao trabalho e gastar horas a mais no projeto para colher as imagens.

Com esse exemplo um dos motivos a relutância digital fica claro, o medo do aluno burlar regras do projeto, talvez até copiando o trabalho de um outro aluno e a vontade do professor de querer controlar o aprendizado do aluno — o que na faculdade me soa ingênuo e até inútil — fazendo com que ele assimile conhecimento da mesma forma que ele, executando um projeto com uma metodologia do século passado (literalmente). Será que esse possível controle é válido? Ou será que é o interesse do aluno pela disciplina que produz o verdadeiro conhecimento? Pra mim a segunda hipótese me soa mais realista.

Quanto tempo será que ainda vamos levar para estruturar as tecnologias digitais como facilitadoras das organizações acadêmicas? E quanto será que vamos  deixar que os alunos trilhem mais suas formas de conhecimento? O que será importante para o indivíduo, seguir uma série de passos que não fazem muito sentido ou seguir um raciocínio mais aberto?

Não sou a favor de uma tecnologia em detrimento da outra, mas a relutância ao novo ao invés da compreensão sustentável do mesmo é sempre um retrocesso.

 

Ops!

Bem, a maioria das pessoas que me conhecem sabem que eu não bebo nada com álcool. E muitas vezes fui questionado sobre o por que não beber nada com álcool, como se tivesse falando de uma seita maligna de outro mundo.

Existem vários fatores que fizeram não pegar o copo de cerveja quando me ofereceram. O primeiro na minha mente é o gosto, sim o gosto das bebidas com álcool, geralmente não me agradam. Quando falo isso, sempre soltam, “É que você não se acostumou, toma uma breja gelada e você vai ver!” e eu penso, por que raios eu tenho que me acostumar com algo que eu não gosto? É tão simples, evita-lo, por que eu não faria?

Mas existem outras bebidas que tem gosto bom (na minha cabeça agora veio Jurupinga), mas o fato de geralmente o gosto bom delas virem com enjoo já se torna mais um ponto para eu evita-las.

Meus pais também nunca me oferecem bebida como um ritual de passagem (acho que o ensino médio já um ritual de passagem bem “agressivo”).

E outro fato que mais me faz não querer consumir álcool, é o fato das pessoas implicarem com a minha opção de não querer beber álcool!

E ai, alguém me fala “Você não sabe aproveitar a vida, tem que curtir, se soltar, viver a mil”. Certo, talvez um dos motivos de nunca ter tomado um porre nervoso seja a insegurança e medo, mas na minha cabeça isso não encaixa no contexto de aproveitar a vida. Bem tenho amigos (que são muito queridos), já viajei com eles, já ri atoa, já fiz coisas que não faria se não estivesse tão descontraído com eles, entre outras coisas que enfim a bebida nunca foi um fator definitivo para a minha diversão, nem para a minha alegria.

Se você bebe, eu realmente não ligo, se você não fizer mal a ninguém e souber lidar com maturidade sobre o seu corpo, está tudo certo. Se eu não bebo, que diferença faz?

Nesse blog, sempre bato na questão das escolhas, e não é atoa. Temos uma dificuldade em tentar sentar, e observar as escolhas alheias sem questioná-las sobre nossa ótica.

Tudo na minha vida trilhou muito bem sem um porre e uma ressaca. Se um dia eu precisar, com certeza a escolha será minha.

Ps.: Aproveitei o momento pra voltar um pouco as ilustras só com vetor de outrora.