Parte do processo

Da política

Política

po.lí.ti.ca 
sf (gr politiké1 Arte ou ciência de governar. 2 Arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. 3 Aplicação desta arte nos negócios internos da nação (política interna) ou nos negócios externos (política externa).

Da política na minha vida;

Eu não sei precisar quando a política entrou na minha memória na minha vida, mas pensando na minha criação, acho que foi sempre. Não é novidade para aqueles que me conhecem que meu Pai é militante do PT desde a fundação do partido e a minha Mãe apesar de não ser militante, sempre acompanhou as posições do partido. Foram deles que desde de cedo aprendi o quanto a política era importante para o destino do nosso país e para uma sociedade em que a igualdade e a liberdade são valores respeitados e levados a sério.

Apreendi claramente que política e outros assuntos (religião, sexo, drogas, etc) se discutem sim, com atenção, argumentos e novamente respeito. De meus pais nunca ouvi um simples vote no candidato tal, ou vote no candidato do fulano, ou um vote no PT. Sempre ouvi, argumentos, pensamentos e posições especificas sobre o que acreditar e o por que votar em tal partido.

Da política antes do primeiro turno;

Essa eleição com certeza foi a que eu mais li textos a respeito do assunto. Nesse momento da nossa história, com a internet ficou bem claro entender o quanto as pessoas tem preguiça de pensar em política e de usar a empatia. Como torcedores fanáticos e aflitos muitas palavras de ódio sobrepuseram a excelentes pensamentos.

Tomar uma posição é essencial e a pesquisa faz parte dela, não adianta nos rodearmos de pessoas que estão do nosso lado e negarmos os ouvidos e o coração ao outro lado. Li textos de ambos os lados, e eles só me ajudaram a entender melhor a minha posição e a compreender a posição do outro. Me ajudaram a entender que o bom da democracia é termos vários lados que se respeitem e que tenham o objetivo de uma país melhor, e um mundo com fronteiras menos hostis.

Da política e seu discurso vazio;

Essa foi uma eleição de muitos argumentos vazios. A corrupção que assola tristemente o país em todos os graus do poder foi vestida em um partido e teve 1 dono e 1 criador. Foi usada amplamente como argumento pela mídia para o fim do governo do partido atual, ignorando todos os casos assustadores de corrupção de outros partidos.

O argumento da falta de liberdade e a ditadura comunista, foi o mais surreal apontamento de todos. Estamos em um momento — que fortalecido pela internet — a comunicação é extremamente livre, as pessoas podem falar e esse é um direito de todos lados. Estamos bem distante de um governo comunista, e que não podemos confundir programas assistencialistas e distribuição de rende com comunismo. Vivemos em um país capitalista.

O ódio como um motivo, é uma representação cega que tem como base o preconceito na maioria das vezes e nos vela os olhos de coisas importantes que devemos conhecer. Dizer que não gosta, e generalizar todas os políticos e qualquer partido é se esquivar de assumir uma posição e da responsabilidade de suas escolhas

Da política e a mídia;

As mídias tem uma posição, e não há nada de errado em ter uma posição. O jornalismo sem viés é algo bonito de se dizer, mas só o fato de narrar uma historia escolhendo o que é importante e o que não é importante, o que é fato e o que não é, já traz um viés. A mídia pode assumir uma posição e ser clara com isso, não fingir ser a favor da neutralidade quando está apenas reforçando um lado, apoiando o jornalismo sem fontes, sem apuração e sem critério.

Outro ponto curioso foi a mídia pela internet. A internet apesar dos filtros do Google, Facebook, etc. que somente lhe entregam um conteúdo já baseado nas suas preferências é ainda a mídia de “quase massa” que é mais livre em seu conteúdo e graças a elas muitas informações que não são relevantes para a mídia televisa e principais meios da mídia impressa apareciam pela rede.
No fim, a internet se mostrou uma ferramenta poderosa para propagação de ideias, quem soube aproveita-lá teve resultados melhores do que quem se apoiou apenas nas outras mídias.

Da política e a segregação;

Ter lados, não significa ter inimigos. Escolher um candidato não pode ser um simples motivo de ódio ao outro e nem ao próximo. O Brasil está divido, mas não entre dois partidos e sim em outros valores, está dividido em classes sociais, em gênero, em cor e são essas divisões que dão credencial ao acesso a totalidade da vida baseada num triste preceito de meritocracia que só ajuda a segregar mais.

O desfecho dessa história pra mim lembrou uma excelente palestra de uma escritora chamada Chimamanda Adichie que assisti no TED, onde ela relata o mal que é conhecer apenas um lado de uma história.  Fica aqui o link para ela:

Chimamanda Adichie: O perigo da história única

 

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