Parte do processo

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ilustração

bandeira

Me encontro em meio a pesquisa.

Me encontro no pedaço do processo de fazer e de pensar.

Me encontro com meu objeto do acaso a Tropicália.

Em meio a todos os pedaços encontrados por ai, divinas e maravilhosas pedras preciosas escondidas por tanta eurocentrização da cultura.

Assisto ao documentário produzido em 2012 homônimo ao movimento de meu objeto. Um retrato, um discursso imagético e didático. Uma elucidação do que foi tirado ou resumido em meus livros do ensino médio como simples passagem musical morta pela ditadura e sem força de grito.

A completa assimilação e desassimilação presente naquele momento não deveria ser uma pequena passagem. Ignoramos nossa historia para se dedicar a páginas e páginas sobre uma cultura que poucos nos pertence e que muito nos omite.

Por favor, abrimos espaços ao que não conhecemos de nós.

Nos deem a liberdade e o direto de conhecermos a nós.

Natura

 

Parceria com a desconhecida Sarah Marie Jones

Valeu Wikimedia!

Nega&Eu

 

 

Umbigo

 

Uma coisa que ficou muito clara pra mim em 2013 é que temos que tomar uma posição sempre. A idéia de tomar uma posição não é se permanecer com uma idéia certa e fixa na cabeça, mas sim estabelecer uma posição que te possibilite uma discussão. Quando você se recusa a tomar uma posição sobre algo você está se afastando tanto do poder de opção deixando alguém tomar uma posição por você e também se afastando da maravilhosa e inspiradora discussão.

Quando nos tomamos essa posição fica mais claro como podemos nos aprofundar sobre aquilo e a partir do momento que nos apronfundamos em algo junto com a vontade de conhecer todos os lados das coisas que ficamos cada vez mais consciente dos nossos papéis e atitudes.

Mas também a partir do momento que tomamos uma posição que nos tornamos chatos. Em um mundo onde não tomar uma posição sobre algo é se fechar em seu umbigo e negar uma vida em sociedade verdadeira. Isso mesmo quando se omite de algo, você não está levando a vida leve, vocês está levando uma mentira. Então quando você levanta a cabeça e começa a perceber a quantidade de coisas que tem a sua volta, e você começa a querer que as pessoas também olhem, você é um chato.

Eu já tive muito medo de assumir minhas posições perante as pessoas, o medo básico do julgamento, do pensar diferente e o medo da discussão. Hoje talvez tenha menos “amigos”, mas sei que sou uma pessoa muito mais consciente, tolerante e humana em diversos aspectos.

Também temos o problema de as vezes assumir uma posição como minoria e essa é uma realidade que vivo diretamente e indiretamente. Venho de uma família que cultiva abertamente (e pra mim felizmente) ideais de esquerda, e em diversos espaços públicos e privados é comum ouvir sempre represálias ofensivas e desagradáveis sobre os atuais lideres Petistas do Brasil e de São Paulo. E na maioria das vezes que ouço isso ninguém tem um mínimo de pensamento sobre o fato de que essa posição pode me ofender e o direito de resposta é sempre visto como agressão a primeira fala.

E como disse o importante de se assumir a posição é estar aberto ao passo seguinte que sempre avaliar sua posição.

Pretamor

Jesus se importa!

 

Eu não tenho uma posição religiosa muito definida. Venho do catolicismo por ser a religião mais presente na minha família, mas não sou praticante. Tenho muitos amigos que são ateus.

Não gosto de julgar a religião dos outros, pois acredito que ter fé em algo é bom, te ajuda a se nortear pela vida. Mas mesmo sem saber que religião sou (se é que é preciso ter só uma) eu acredito que desejar o bem a alguém não faz mal a ninguém, mesmo que esse bem não seja exatamente o mesmo bem que você idealiza.

Acho importante respeitar as atitudes das pessoas; sair de uma zona de conforto e entregar panfletos pra desconhecidos ou sair cedo num sol de domingo pra andar de casa em casa acho uma atitude de crença que merece esse respeito.

Afinal se eu pegar o papel, ou ouvir aquela pessoa (mesmo que por pouco tempo) ela está perto do Deus dela, se eu vou estar do meu ou de ninguém, não importa. O que importa é que é bom saber que alguém quer o bem a desconhecidos.

 

/* Somente a montagem da ilustração com recortes falsos de papéis é minha, a pintura desse Jesus mais queimadinho veio do Google! */

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Corpo

a cabeça é um poço fundo

deep

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