Parte do processo

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ilustração

AutoRetrato

2014 fiz um trabalho em grupo na faculdade sobre a Tropicália. Ressignificamos algumas coisas do movimento. E agora ressignifco de novo uma arte do projeto.

Se as coisas podem viver eternamente, por que proíbi-las de serem livres a novas interpretações?

KitParangolé

 

 

 

Gabri_ela

 

Começou sendo um não retrato, mas terminou sendo um retrato não tão parecido. Sobre ela já tem essa, essa e essa.

2014

 

 

Ia ter um texto, mas ficou só um desejo de bom ano a todos.

Sobre: espelho, auto-conhecimento e antigos hábitos.

Auto_Retrato

Ostentação

Shaun Ross

 

Com base em um retrato do modelo Shaun Ross

Ops!

Bem, a maioria das pessoas que me conhecem sabem que eu não bebo nada com álcool. E muitas vezes fui questionado sobre o por que não beber nada com álcool, como se tivesse falando de uma seita maligna de outro mundo.

Existem vários fatores que fizeram não pegar o copo de cerveja quando me ofereceram. O primeiro na minha mente é o gosto, sim o gosto das bebidas com álcool, geralmente não me agradam. Quando falo isso, sempre soltam, “É que você não se acostumou, toma uma breja gelada e você vai ver!” e eu penso, por que raios eu tenho que me acostumar com algo que eu não gosto? É tão simples, evita-lo, por que eu não faria?

Mas existem outras bebidas que tem gosto bom (na minha cabeça agora veio Jurupinga), mas o fato de geralmente o gosto bom delas virem com enjoo já se torna mais um ponto para eu evita-las.

Meus pais também nunca me oferecem bebida como um ritual de passagem (acho que o ensino médio já um ritual de passagem bem “agressivo”).

E outro fato que mais me faz não querer consumir álcool, é o fato das pessoas implicarem com a minha opção de não querer beber álcool!

E ai, alguém me fala “Você não sabe aproveitar a vida, tem que curtir, se soltar, viver a mil”. Certo, talvez um dos motivos de nunca ter tomado um porre nervoso seja a insegurança e medo, mas na minha cabeça isso não encaixa no contexto de aproveitar a vida. Bem tenho amigos (que são muito queridos), já viajei com eles, já ri atoa, já fiz coisas que não faria se não estivesse tão descontraído com eles, entre outras coisas que enfim a bebida nunca foi um fator definitivo para a minha diversão, nem para a minha alegria.

Se você bebe, eu realmente não ligo, se você não fizer mal a ninguém e souber lidar com maturidade sobre o seu corpo, está tudo certo. Se eu não bebo, que diferença faz?

Nesse blog, sempre bato na questão das escolhas, e não é atoa. Temos uma dificuldade em tentar sentar, e observar as escolhas alheias sem questioná-las sobre nossa ótica.

Tudo na minha vida trilhou muito bem sem um porre e uma ressaca. Se um dia eu precisar, com certeza a escolha será minha.

Ps.: Aproveitei o momento pra voltar um pouco as ilustras só com vetor de outrora.

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A Palo Seco

Belchior

 

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos, lhe direi:
Amigo, eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português

Tenho vinte e cinco anos
De sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força deste destino
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês
E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês

Ilustração inspirada pelo documentário Loki e pessoa Arnaldo Baptista, mais conhecido pelos seus trabalhos dentro da banda Os Mutantes. 

Ao lado do Arnaldo, aparece a menina dele. Lucinha.

ArnaldoBaptista&LucinhaBarbosa

 

Fotos apropriadas, Lucinha Barbosa por Evandro Baptista. Arnaldo Baptista por Fabio Heizenreder.